Concepção, projeto e operação de estações de tratamento de água para projetos de apoio às indústrias de engenharia civil e ambiental na elaboração de projetos de estações de traçado de água, abastecimento de energia e operações mais relevantes no dimensionamento de água seus diferentes processos unitários.

O livro que aborda o processo de unidades da fase líquida, recuperação e tratamento da água de lavagem de filtros, adensamento e desidratação de lodos, discute também a utilização de diferentes agentes oxidantes em estações de tratamento de água, remoção de subprodutos da desinfeção e controle de gosto e odor.

Cada capítulo, originalmente ilustrado e com exemplos de avaliação e dimensionamento que favorecem o leitor na compreensão dos tópicos mais importantes, Também foi realizado um estudo de caso em que se realiza uma aproximação entre projeto e operação, teoria e prática possibilitando uma compreensão mais abrangente para o projeto de estações de tratamento de água.

A leitura deste texto é recomendada para alunos de graduação, pós-graduação e profissionais do setor.

SUMÁRIO

Capítulo 1 – Concepção de Estações de Tratamento de Água para Abastecimento Público: Evolução Histórica, Situação Atual e Perspectivas Futuras 1

Capítulo 2 – Coagulação 17

Capítulo 3 – Floculação 65

Capítulo 4 – Sedimentação Gravitacional 115

Capítulo 5 – Flotação por Ar Dissolvido 167

Capítulo 6 – Filtração 199

Capítulo 7 – Desinfecção 267

Capítulo 8 – Oxidação Química 301

Capítulo 9 – Remoção de Compostos Orgânicos e Controle da Formação de Subprodutos da Desinfecção 325

Capítulo 10 – Controle e Remoção de Compostos Causadores de Gosto e de Odor em Águas de Abastecimento 357

Capítulo 11 – Concepção de Sistemas de Tratamento da Fase Sólida em Estações de Tratamento de Água 381

Capítulo 12 – Equalização, Tratamento e Recuperação de Água de Lavagem de Filtros 407

Capítulo 13 – Adensamento, Desidratação e Disposição Final de Resíduos 429

 

CONFIRA UMA PRÉVIA DO LIVRO – CAPÍTULO 1

Concepção de Estações de Tratamento de Água para Abastecimento Público: Evolução Histórica, Situação Atual e Perspectivas Futuras

É provável que o leitor tenha conhecimento das principais operações e dos processos unitários que compõem uma estação de tratamento de água convencional para abastecimento público. No entanto, é interessante que se possa discutir como que, historicamente, foi possível estabelecer sua concepção e sua definição atual.

O processo de tratamento de água pode ser visto como um conjunto de manipulações da água em suas mais diferentes apresentações, de modo que esta possa ser considerada apta para o abastecimento público. Isso significa afirmar que a qualidade físico-química e microbiológica da água atende a determinados padrões de qualidade definidos por agências reguladoras.

A concepção de estações de tratamento de água que se conhece atualmente é fruto de um enorme conjunto de desenvolvimentos empíricos e científicos que ocorreram ao longo do tempo e que deverão fazer parte de nosso futuro.

Cronologia

Para que se possa melhor apresentar tal concepção, é interessante discorrer um pouco sobre a cronologia dos eventos que possibilitaram seu desenvolvimento (CRITTENDEN et al., 2012).

• 4000 a.C. – Relatos em sânscrito e em grego recomendavam que as “águas impuras” deveriam ser submetidas
à fervura, expostas ao sol ou filtradas em leitos de areia antes de seu consumo.
• 1500 a.C. – São apresentados em algumas gravuras egípcias artefatos confeccionados artesanalmente com
a finalidade de possibilitar a separação de sólidos presentes em águas empregadas para consumo (Fig. 1-1).

Observe que, há muito tempo, os povos antigos tinham a plena convicção de que, para garantir a melhora da qualidade estética da água empregada para consumo e demais finalidades, era necessária sua filtração ou o uso de qualquer outro mecanismo que viabilizasse a separação de sólidos presentes na fase líquida. Ainda que de modo incipiente, eram valorizadas as águas de melhor “qualidade”, mesmo que não fosse possível sua quantificação direta.

  • 500 a.C. – Considerado o pai da medicina, Hipócrates observou que as águas de chuva deveriam ser fervidas e filtradas antes de seu consumo. Também se relata que ele teria notado que as águas (…)

Autor: Sidney Seckler Ferreira Filho.

 

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