A multinacional alemã Schomäcker, especializada em molas e componentes de alta precisão para as indústrias automotiva e de bens de capital, anunciou a instalação de sua primeira fábrica no Brasil. O local escolhido foi o Perini Business Park, em Joinville (SC). O investimento inicial é de R$ 205 milhões, com geração de 105 empregos diretos e projeção de faturamento de R$ 339 milhões nos primeiros anos de operação.
A planta adotará tecnologia de Indústria 4.0 e um sistema proprietário que reduz o tempo de fabricação de uma peça de 3 horas para apenas 3 minutos – um salto de produtividade que coloca a unidade catarinense entre as mais modernas do setor no mundo.
Nos próximos cinco anos, a empresa pretende expandir o quadro de funcionários e realizar novos investimentos, consolidando a região Sul como polo estratégico de manufatura avançada.
💧 Alta produtividade exige gestão hídrica de ponta
Embora a notícia tenha focado nos números econômicos e na inovação tecnológica, há uma dimensão ambiental e de recursos hídricos que merece igual atenção, especialmente para engenheiros, gestores de utilidades e profissionais de saneamento.
Joinville e o Norte catarinense já enfrentaram períodos de estiagem crítica, e a chegada de uma fábrica de grande porte com operação contínua pode pressionar os mananciais locais se não houver planejamento. Três desafios se destacam para o sucesso sustentável do empreendimento:
- Eficiência hídrica e reúso: Processos automatizados de alta densidade consomem volumes significativos de água em resfriamento, lavagem e preparo de superfícies. Sem metas agressivas de reúso e reciclagem, a planta pode agravar a escassez hídrica projetada para a bacia.
- Tratamento de efluentes metal‑mecânicos: A remoção de óleos, graxas emulsionadas e compostos orgânicos é um gargalo técnico. Tecnologias como flotação por ar dissolvido (DAF), precipitação química e sistemas de membranas (UF/RO) são indispensáveis para atender aos rigorosos padrões da Resolução CONAMA 430.
- Monitoramento e outorga: A captação de água (superficial ou subterrânea) e o lançamento de efluentes tratados exigem outorga da ANA ou órgão estadual, além de monitoramento contínuo da qualidade. Falhas nesses pilares podem levar a multas, interdição de processos e danos irreversíveis à imagem do empreendimento.
Felizmente, o ecossistema brasileiro já oferece soluções maduras e escaláveis para esses desafios. Diversos parques industriais catarinenses adotam sistemas de reúso e tratamento terciário de efluentes com eficiência comprovada, servindo de modelo para a nova unidade da Schomäcker.

Gigante alemã abre nova fábrica em Joinville
Foto: Divulgação/Schomäcker/ND Mais
❓ Pergunta frequente: Quais são os principais riscos ambientais para plantas metal‑mecânicas em Joinville?
Além da geração de efluentes com óleos, graxas e metais pesados, há o risco de contaminação do lençol freático em caso de vazamentos ou falhas no sistema de tratamento. O consumo elevado de água pode agravar a escassez hídrica local se não forem adotadas práticas de reúso. O licenciamento ambiental estadual (FAPESC) e as outorgas serão rigorosos, exigindo monitoramento contínuo.
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