A iniciativa ampliou a produtividade da unidade, que passa a produzir tarugos de aço de até 12 metros, fortalecendo o atendimento da Gerdau nos mercados do Nordeste e Norte

A retomada das operações da Gerdau na unidade de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, representa um marco para a indústria siderúrgica do Ceará e reforça a estratégia da companhia de ampliar competitividade e eficiência em um cenário desafiador para o mercado nacional de aço. As atividades da aciaria foram reiniciadas na segunda-feira (2), após um processo de modernização que recebeu investimentos de cerca de R$ 200 milhões. A previsão é de produzir cerca de 160 mil toneladas de aço por ano.
O investimento teve como foco o aprimoramento das práticas ambientais, o aumento da eficiência operacional e a modernização dos equipamentos da aciaria. Com a atualização tecnológica, a planta passa a produzir tarugos de aço com até 12 metros de comprimento, operação considerada pioneira no Brasil e que amplia a capacidade produtiva da unidade, antes dos investimentos as peças chegavam até seis metros.
“Com o reinício da aciaria em Maracanaú, ampliamos nossa produtividade e a oferta de produtos no Ceará, reforçando o atendimento dos nossos clientes nas regiões Nordeste e Norte do País”, afirmou o presidente do Conselho de Administração da Gerdau, André Gerdau Johannpeter. Segundo ele, mesmo diante da forte concorrência internacional e da entrada excessiva de aço importado no mercado brasileiro, a companhia mantém sua estratégia de investimento. “A Gerdau segue investindo em iniciativas que ampliem a competitividade e a rentabilidade de suas operações”, completou.

Empregos e impacto econômico
Durante a execução das obras de modernização, o projeto gerou cerca de 1.500 empregos diretos e indiretos, impulsionando a economia local e diversos segmentos da cadeia produtiva, como serviços, logística e fornecimento industrial. A expectativa é de que a retomada das operações fortaleça ainda mais o ambiente industrial do Ceará, atraindo novos investimentos e ampliando oportunidades de qualificação profissional.
Para o diretor financeiro adjunto da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Carlos Rubens Alencar, a presença de grandes grupos industriais gera impactos que vão além da produção. “A Gerdau mostra, na prática, como a indústria tem capacidade de transformar realidades, com investimentos expressivos, geração de emprego e renda e o fortalecimento da cadeia produtiva”, destacou.

Integração industrial no Ceará
Além da unidade de Maracanaú, a Gerdau mantém no Ceará uma outra planta focada em laminação, localizada no município de Caucaia. A unidade utilizará o aço produzido em Maracanaú como matéria-prima para a fabricação de aços longos, fortalecendo a integração industrial no Estado e ampliando a eficiência logística e produtiva da companhia.
Durante o evento, o governador Elmano de Freitas ressaltou a importância de políticas públicas voltadas à valorização da indústria nacional e a importância para o estado. “Priorizar o aço produzido no Brasil é priorizar riqueza, trabalho e salário para o nosso povo. Temos aqui 100% da utilização de sucata para ser recuperada e transformada em aço. Tudo isso é importante para a economia cearense, para o barateamento de custo para a construção civil, para novas indústrias que queremos atrair para o Ceará e que precisam de aço.”, complementou.
Reconhecida como a maior recicladora da América Latina, a Gerdau utiliza sucata como matéria-prima em sua produção de aço. A companhia possui uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa do setor siderúrgico mundial, resultado de uma matriz produtiva sustentável e do uso intensivo de materiais reciclados.
Fonte: Movimento Econômico























