Bombas peristálticas e de cavidade progressiva para dosagem de produtos químicos, transferência de lodo e fluidos agressivos em ETAs, ETEs e indústrias.
A bomba peristáltica é o único tipo de bomba em que o produto jamais entra em contato com nenhuma parte mecânica além da mangueira. Essa característica a torna a escolha ideal para produtos corrosivos, abrasivos ou sensíveis à contaminação — e indispensável em ETAs e ETEs para dosagem de hipoclorito, ácidos e polímeros.
Princípio de funcionamento
O mecanismo da bomba peristáltica consiste em rolos ou sapatas que comprimem progressivamente uma mangueira flexível, criando uma câmara de fluido que avança na direção de rotação. O movimento dos rolos gera pressão positiva à frente e vácuo na câmara posterior, produzindo um fluxo contínuo e praticamente sem pulsação nos modelos de múltiplos rolos.
A vazão é diretamente proporcional à velocidade de rotação, tornando o controle de dosagem preciso, linear e facilmente integrável a sistemas de automação via sinal analógico 4-20 mA ou comunicação MODBUS. Não há válvulas, selos ou gaxetas em contato com o produto — o que elimina as principais causas de falha e contaminação de outros tipos de bombas.
Por que a mangueira é o componente mais crítico
A seleção da mangueira correta é o fator mais determinante para a vida útil da bomba e a integridade do produto bombeado. Usar o material errado pode resultar em degradação acelerada da mangueira, contaminação do produto e falha prematura do equipamento. A Watson-Marlow Brasil oferece os seguintes materiais:
| Material | Resistência química | Aplicação principal | Vida útil típica |
|---|---|---|---|
| Marprene | Excelente — hipoclorito, ácidos, álcalis | Dosagem de cloro, ácido clorídrico, soda | 12 a 18 meses contínuos |
| Bioprene | Boa — produtos alimentares e farmacêuticos | Indústria alimentícia e farmacêutica | 8 a 14 meses |
| Nitrile | Boa — óleos e hidrocarbonetos | Dosagem de óleos e combustíveis | 6 a 12 meses |
| EPDM | Boa — soluções aquosas | Dosagem de polímeros e coagulantes | 10 a 16 meses |
| Silicone | Excelente — alta temperatura | Processos acima de 60°C | 8 a 12 meses |
⚠️ Atenção — erro mais comum
O uso de mangueira de PVC ou Tygon comum para dosagem de hipoclorito de sódio concentrado (10 a 12%) é um dos erros mais frequentes em ETAs. Esses materiais se degradam rapidamente com o cloro livre, causando vazamentos, variação na dosagem e necessidade de troca em menos de 3 meses. Para hipoclorito, a mangueira correta é sempre a Marprene.
Aplicações em tratamento de água e efluentes
Dosagem de hipoclorito de sódio
A mangueira Marprene resiste ao cloro livre concentrado e mantém precisão de dosagem de ±2%, essencial para manter o residual de cloro dentro da faixa exigida pela Portaria GM/MS 888/2021 (0,2 a 2,0 mg/L na rede de distribuição). A ausência de válvulas elimina o risco de entupimento por cristalização do hipoclorito em dosagens intermitentes.
Dosagem de coagulante (PAC e sulfato de alumínio)
O controle de velocidade por inversor de frequência permite ajuste automático da vazão de coagulante em resposta à turbidez da água bruta medida online, viabilizando a dosagem proporcional e a redução do consumo de produto em períodos de baixa turbidez.
Dosagem de polímero auxiliar de floculação
A ausência de válvulas elimina o risco de entupimento por polímeros de alta viscosidade — problema crônico em bombas de diafragma com polímeros em solução acima de 0,3%. A mangueira EPDM é a indicada para polímeros aniônicos e catiônicos em solução aquosa.
Transferência de lodo
Os modelos de grande porte da série 700/800 da Watson-Marlow bombeiam lodo com até 10% de sólidos em suspensão sem obstrução, com fluxo suave que não desestrutura os flocos biológicos — importante em sistemas de recirculação de lodo de ETEs.
Séries Watson-Marlow — qual escolher
| Série | Vazão máxima | Pressão máxima | Aplicação ideal |
|---|---|---|---|
| Série 300 | até 3,2 L/min | 2 bar | Laboratório e pequenas ETAs |
| Série 500 | até 12 L/min | 2 bar | Dosagem em ETAs de pequeno porte |
| Série 600 | até 35 L/min | 4 bar | Dosagem industrial com controle digital |
| Série 700/800 | até 3.200 L/h | 8 bar | Transferência de lodo e fluidos viscosos |
| Série Qdos | até 500 mL/min | 7 bar | Dosagem de alta precisão sem pulsação |

Vantagens em relação às bombas de diafragma
- Sem válvulas: as válvulas de esfera e palheta das bombas de diafragma são o principal ponto de falha com produtos viscosos, cristalizáveis ou com partículas em suspensão. A peristáltica elimina esse problema.
- Manutenção mais simples: a única peça de desgaste é a mangueira. Troca em menos de 10 minutos sem ferramentas especiais e sem necessidade de técnico especializado.
- Sem pulsação significativa: os modelos de múltiplos rolos da Watson-Marlow produzem fluxo suave, dispensando amortecedores de pulsação na linha de dosagem.
- Autodrenante: ao parar, a mangueira fecha o fluxo por elasticidade — sem válvulas de retenção adicionais na maioria das aplicações.
- Reversível: inverte o sentido do fluxo apenas invertendo a rotação do motor — útil para esvaziamento de linhas e limpeza CIP.
Dosagem irregular ou falha na sua bomba peristáltica?
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Perguntas frequentes
Como calibrar a vazão de uma bomba peristáltica Watson-Marlow em campo?
Qual a diferença entre as séries 500, 600 e 700 da Watson-Marlow?
Com que frequência a mangueira Marprene deve ser trocada em dosagem de hipoclorito?
A bomba peristáltica pode trabalhar a seco sem danificar a mangueira?
Sim — esta é outra vantagem importante sobre as bombas de diafragma e centrífugas. A bomba peristáltica pode operar a seco por períodos curtos (até 30 minutos dependendo do modelo) sem danos ao equipamento. Isso é relevante em ETAs onde o reservatório de produto químico pode ser esvaziado sem que o operador perceba imediatamente. Modelos da série Qdos possuem sensor de fluxo integrado que detecta operação a seco e para automaticamente.























