ESTUDO DA VIABILIDADE DA ANÁLISE DE FÓSFORO EM ÁGUA BRUTA POR ICP-OES: COMPARATIVO COM COLORIMETRIA

 

RESUMO

Presente no ambiente como um nutriente para plantas, o fósforo pode ser prejudicial em excesso por causar crescimento desenfreado da vegetação e gerar custos adicionais na coleta e desinfecção da água, de forma que se faz necessária a determinação do composto segundo a legislação vigente.

O presente trabalho buscou comparar metodologias para análise de fósforo aplicável em água bruta. O método colorimétrico é utilizado há décadas por grande número de laboratórios, sendo recomendado por órgãos internacionais competentes (EPA, Standard Methods) e utiliza digestão ácida e uso de reagentes para conversão do fósforo à composto cromóforo passível de análise por espectrofotômetro UV-Vis.

Propõe-se o emprego de ICP-OES, equipamento costumeiramente utilizado para análise de metais, junto à digestão de amostras com ácido oxidante em forno micro-ondas e emissão de radiação após atomização e excitação por plasma de argônio. É uma metodologia que exige menor consumo de reagentes e manipulação de amostra, ganho de tempo analítico e possibilidade de automação.

Os resultados obtidos comprovam melhor mineralização de amostra com uso de digestão ácida em sistema fechado, baixa influência de interferentes adicionados em solução padrão e maior sensibilidade ao analito para o método proposto.

PALAVRAS-CHAVE: Fósforo, colorimetria, ICP-OES.

 

INTRODUÇÃO

O fósforo faz parte de um ciclo biogeoquímico natural, presente como componente estrutural de seres vivos, sendo sua forma solúvel (fósforo inorgânico presente na forma de ortofosfato, PO43-) utilizada como adubo [1].

Sua presença em corpos d’água se dá pelo lançamento de insumos agrícolas e efluentes de indústrias, e sua alta solubilidade faz com que a água esteja excessivamente carregada de nutrientes, causando eutrofização da água, que é o crescimento desordenado de algas e outras plantas aquáticas.

Além de alterações no ecossistema, a diminuição da oferta de oxigênio dissolvido (OD) por conta do aumento da floração de fitoplâncton e cianobactérias prejudica a vida aquática [3] e altera a operação de represas e estações de tratamento de águas (ETAs) e esgotos (ETEs), com controles adicionais por conta da alteração de outros parâmetros como cor, gosto e odor, turbidez, perda da eficiência no tratamento da água, necessidade de aplicação de volumes maiores de floculantes e outros materiais de tratamento, favorecimento do crescimento de cianobactérias, entre outros [4].

Autores:
Henrique Pereira do Carmo de Carvalho(1)
Estudante de Química pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo. Estagiário do Departamento de
Controle de Qualidade dos Produtos Água e Esgoto – TOQ SABESP
Sérgio Ricardo da Silva(1)
Técnico em Química pelo E.E.P.S.G. “Dr. Felício Laurito”. Técnico de Sistema de Saneamento do
Departamento de Controle de Qualidade dos Produtos Água e Esgoto – TOQ SABESP
Jairo da Silva Pinto(1)
Bacharel em Química pela Universidade de Guarulhos. Químico do Departamento de Controle de Qualidade
dos Produtos Água e Esgoto – TOQ SABESP
Izabel Cristina de Ernesto(1)
Bacharel em Química pela Universidade Mackenzie. Supervisora do Departamento de Controle de Qualidade
dos Produtos Água e Esgoto – TOQ SABESP

Endereço(1): Rua Conselheiro Saraiva, 519 – Santana – São Paulo – SP – CEP: 02037-021 – Brasil – Tel: +55
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